É possível ser feliz sozinho?
Chega a ser clichê falar sobre esse tema, se não fosse sobre outra perspectiva.
O que de fato nos faz sempre concordar de que é impossível sermos felizes sozinhos? Dependência. Medo de se acostumar com aquilo que pra você é rotineiro. Saber que a partir dali você não precisa de mais nada. Falta de carinho? Medo da rejeição?
Não. O que percebo é que na maioria das vezes a resposta é dada pois se confunde estar sozinha com solidão!
Estar com alguém, compartilhar momentos, integrar-se e evoluir por meio dos outros é inerente ao ser humano. O que nos afronta e causa, muitas vezes, pânico, é a permanência desse estado, sermos rejeitados por nossos semelhantes...
A questão é: pensarmos na felicidade como contínua, imortal e sem nenhuma pausa nos faz, por consequência, sermos amedrontados por estar sozinhos. Porém, a realidade é que sim, é possível ser feliz sozinho se colocarmos a felicidade como momentânea, contínua mas somente naquele determinado momento. Mario Sergio Cortella diz muito sobre isso quando define a felicidade:
Isso fica muito claro quando estamos aqui, em outro país. Você vive diversos picos de felicidades sozinho, aliado a picos de felicidade em conjunto. Porém, o que se percebe é que, quando se está sozinho, as emoções tornam-se mais a flor da pele, e por estar bem "sobre a mesa", criam dualidades de sentimentos, seja de dúvida se está ou não feliz, seja de certeza sobre aquilo que escolheu.
Sim, quando se está só percebe-se muitas vezes o real significado do que acontece ao seu redor. É possível perceber um sentimento novo num mesmo ser humano, um olhar novo sobre uma mesma perspectiva, ou um simples insight sobre o que de fato a vida é.
A vida é a mesma e pequena se tornarmos a felicidade contínua. É preciso vermos a vida como eterna felicidade momentânea, o que não traz infelicidade, e sim, clareza, realidade e, de fato, verdade sobre o que vive.
Dessa forma, a fotografia reflete mais o que se vê, o que se sente e o que se espera do mundo.
Sim, sou momentaneamente feliz sozinha. E trago com isso um melhor discernimento de como sou feliz quando estou em conjunto. Isso porque já fui "junto", "together", "grupo" e trago um pouco de cada um no "selfie".
Sou feliz. Logo, aspiro ser importante me importando com os outros.
Assim, consigo ser eu mesma e como, Cortella diz, "ir além da minha borda", ou transbordar:
O que de fato nos faz sempre concordar de que é impossível sermos felizes sozinhos? Dependência. Medo de se acostumar com aquilo que pra você é rotineiro. Saber que a partir dali você não precisa de mais nada. Falta de carinho? Medo da rejeição?
Não. O que percebo é que na maioria das vezes a resposta é dada pois se confunde estar sozinha com solidão!
Estar com alguém, compartilhar momentos, integrar-se e evoluir por meio dos outros é inerente ao ser humano. O que nos afronta e causa, muitas vezes, pânico, é a permanência desse estado, sermos rejeitados por nossos semelhantes...
A questão é: pensarmos na felicidade como contínua, imortal e sem nenhuma pausa nos faz, por consequência, sermos amedrontados por estar sozinhos. Porém, a realidade é que sim, é possível ser feliz sozinho se colocarmos a felicidade como momentânea, contínua mas somente naquele determinado momento. Mario Sergio Cortella diz muito sobre isso quando define a felicidade:
"Felicidade é uma vibração intensa. Um momento em que eu sinto a vida em plenitude dentro de mim e quero que aquilo se eternize. Felicidade é a capacidade de você ser inundado por uma alegria imensa, por aquele instante, por aquela situação. Aliás, felicidade não é um estado contínuo. Felicidade é uma ocorrência eventual. A felicidade é sempre episódica. Você sentir a vida vibrando; seja num abraço; seja na realização de uma obra; seja numa situação em que seu time, por exemplo, vence; seja porque algo que você fez e deu certo; seja porque você ouviu algo que queria ouvir; é claro que aquilo não tem perenidade".
Isso fica muito claro quando estamos aqui, em outro país. Você vive diversos picos de felicidades sozinho, aliado a picos de felicidade em conjunto. Porém, o que se percebe é que, quando se está sozinho, as emoções tornam-se mais a flor da pele, e por estar bem "sobre a mesa", criam dualidades de sentimentos, seja de dúvida se está ou não feliz, seja de certeza sobre aquilo que escolheu.
Sim, quando se está só percebe-se muitas vezes o real significado do que acontece ao seu redor. É possível perceber um sentimento novo num mesmo ser humano, um olhar novo sobre uma mesma perspectiva, ou um simples insight sobre o que de fato a vida é.
A vida é a mesma e pequena se tornarmos a felicidade contínua. É preciso vermos a vida como eterna felicidade momentânea, o que não traz infelicidade, e sim, clareza, realidade e, de fato, verdade sobre o que vive.
Dessa forma, a fotografia reflete mais o que se vê, o que se sente e o que se espera do mundo.
Sim, sou momentaneamente feliz sozinha. E trago com isso um melhor discernimento de como sou feliz quando estou em conjunto. Isso porque já fui "junto", "together", "grupo" e trago um pouco de cada um no "selfie".Sou feliz. Logo, aspiro ser importante me importando com os outros.
Assim, consigo ser eu mesma e como, Cortella diz, "ir além da minha borda", ou transbordar:
"Fazer falta não significa ser famoso. Significa ser importante. Há uma diferença entre ser famoso e importante. Muita gente não é famosa e é absolutamente importante. Im-portar, quando alguém me leva pra dentro. Importa. Ele me porta pra dentro. Ele me carrega. Eu quero ser importante. Por isso, pra ser importante, eu preciso não ter uma vida que seja pequena. E uma vida se torna pequena quando ela é uma vida que é apoiada só em si mesmo. Fechada em si. Eu preciso trans-bordar. Ir além da minha borda. Eu preciso me comunicar. Preciso me juntar. Preciso me repartir. Nesta hora, minha vida que, sem dúvida ela é curta, eu desejo que ela não seja pequena".








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